Aporia
sábado, 14 de março de 2015
11º B Cenários de resposta- p.177 do manual
Respostas aos exercícios da página 177 do manual do 11º
I
1-V; 2- F; 3- V; 4-V; 5- V; 6-F; 7-V; 8-V; 9-V; 10-F; 11-F; 12-V; 13-F;a 14 não faz sentido; 15-F; 16-V; 17- V;18-V; 19-V; 20-F
II
Racionalismo e empirismo defendem que o conhecimento provém de diferentes fontes. Descartes, o racionalista estudado, defendeu que todo o conhecimento verdadeiro tem origem na razão e encontrou no cogito (o "eu pensante") o primeiro conhecimento indubitável e em Deus a segunda certeza que lhe permitiu perceber que tudo aquilo que pode conhecer por intuição racional, é certo e indubitável. O conhecimento racional é um conhecimento a priori pois não depende da experiência e é logicamente necessário. Descartes chega à ideia de cogito por dedução. Aceites as premissas, é impossível negar a conclusão sem gerar contradição lógica: se eu duvido é porque penso e se penso é porque existo. Esta conclusão segue-se necessariamente.
Segundo o empirismo, nada existe na razão que não tenha estado primeiro nos sentidos. Não nascemos com qualquer património intelectual e tudo é aprendido pela experiência sensível. Todo o conhecimento é, portanto, à posteriori porque decorre da experiência sensível, do contacto com o mundo. Para o empirismo, a mente é, à partida, uma tábua rasa ou uma folha em branco onde a experiência escreve.
III
Descartes começa por duvidar de tudo aquilo em que possa encontrar a mais pequena dúvida, dos dados dos sentidos às demonstrações matemáticas. Ao duvidar descobre-se como substância pensante pois não pode duvidar de que pensa e, se pensa, existe. O cogito é a sua primeira certeza e sobre ele alicerçará todo o edifício do conhecimento.
IV
A hipótese do génio maligno representa a dúvida levada ao extremo (hiperbólica) e serve para reforçar a existência do cogito : mesmo que o génio maligno exista, para duvidar é preciso existir, se duvida é porque pensa e se pensa é porque existe, mesmo que exista como ser constantemente iludido por um génio maligno.
V
As impressões e as ideias distinguem-se pelo grau de força e de vivacidade. As ideias são menos vivas e intensas. Já as impressões são perceções mais vivas e intensas. As ideias são cópias das impressões que são o material primitivo do conhecimento. A ideia que tenho de chocolate quando o recordo é menos intensa do que a impressão que tenho quando o como.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
Uma lição útil
Caros alunos,
Quero que pensem e se expressem sem medo de errar. Quero que tenham coragem e me apresentem as vossas dúvidas sem receios. Pensem nos assuntos. Vocês podem encontrar as respostas por vocês próprios, mas eu também vos posso ajudar a chegar lá. Vocês estudam demasiado sozinhos porque não apresentam as dúvidas quando elas surgem. Todo o conhecimento parte de uma pergunta. É necessário que nos perguntemos, genuinamente, e sintamos necessidade de saber. Só sentimos necessidade daquilo que não temos. O Humano é um animal que identifica o que lhe falta, ele é capaz de perceber que ignora um determinado assunto e procurar saber mais porque precisa. Simplesmente porque precisa. Por si próprio, para se tornar melhor, para tornar a Humanidade melhor. Só avançamos para um projeto de resposta quando encontramos uma pergunta.
Perguntem!!!
Quero que pensem e se expressem sem medo de errar. Quero que tenham coragem e me apresentem as vossas dúvidas sem receios. Pensem nos assuntos. Vocês podem encontrar as respostas por vocês próprios, mas eu também vos posso ajudar a chegar lá. Vocês estudam demasiado sozinhos porque não apresentam as dúvidas quando elas surgem. Todo o conhecimento parte de uma pergunta. É necessário que nos perguntemos, genuinamente, e sintamos necessidade de saber. Só sentimos necessidade daquilo que não temos. O Humano é um animal que identifica o que lhe falta, ele é capaz de perceber que ignora um determinado assunto e procurar saber mais porque precisa. Simplesmente porque precisa. Por si próprio, para se tornar melhor, para tornar a Humanidade melhor. Só avançamos para um projeto de resposta quando encontramos uma pergunta.
Perguntem!!!
AOS ALUNOS
"O jovem que completou a sua instrução escolar habituou-se a aprender. Agora pensa que vai aprender filosofia. Mas isso é impossível, pois agora deve aprender a filosofar.[...] Para que pudesse aprender filosofia teria de começar por já haver uma filosofia. Teria de ser possível apresentar um livro e dizer: "Veja-se, aqui há sabedoria, aqui há conhecimento em que podemos confiar. Se aprenderem a entendê-lo e a compreendê-lo, se fizerem dele as vossas fundações e se construírem com base nele daqui para a frente, serão filósofos". Até me mostrarem tal livro de filosofia, um livro a que eu possa apelar, [...] permito-me fazer o seguinte comentário: estaríamos a trair a confiança que o público nos dispensa se, em vez de alargar a capacidade de entendimento dos jovens entregues ao nosso cuidado e em vez de os educar de modo a que no futuro consigam adquirir uma perspectiva própria mais amadurecida, se em vez disso os enganássemos com uma filosofia alegadamente já acabada e cogitada por outras pessoas em seu benefício." Immanuel Kant
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
11º B Cenários de resposta- p.155 do manual- Texto 7
Página 155
1. Descartes tem como finalidade encontrar uma verdade indubitável (da qual não seja possível duvidar).
2. Descartes começa por rejeitar tudo aquilo em que possa existir a menor dúvida, para ver se resta algo absolutamente indubitável. Assim, duvida dos dados dos sentidos, que por vezes nos enganam; rejeita as demonstrações, pois não sabe até que ponto se terá enganado ao alaborá-las; supõe ainda que tudo o que até então estava no seu espírito não era mais verdadeiro do que os sonhos.
3. O princípio- penso, logo existo- que Descartes encontra é puramente racional, claro e distinto, e constituiu-se como a sua primeira verdade.
1. Descartes tem como finalidade encontrar uma verdade indubitável (da qual não seja possível duvidar).
2. Descartes começa por rejeitar tudo aquilo em que possa existir a menor dúvida, para ver se resta algo absolutamente indubitável. Assim, duvida dos dados dos sentidos, que por vezes nos enganam; rejeita as demonstrações, pois não sabe até que ponto se terá enganado ao alaborá-las; supõe ainda que tudo o que até então estava no seu espírito não era mais verdadeiro do que os sonhos.
3. O princípio- penso, logo existo- que Descartes encontra é puramente racional, claro e distinto, e constituiu-se como a sua primeira verdade.
11º B Cenários de resposta- p.142 do manual- Texto 2 e Texto 3
Página 142
1. O autor do texto nega que exista conhecimento, pois o apostador apenas está confiante que o seu cavalo vai ganhar, tem uma crença que julga verdadeira, mas, na realidade, falta-lhe a justificação dessa crença para que ela possa ser considerada conhecimento.
Página 143
1. Só justificando podemos explicar como sabemos o que cremos saber. O autor enumera as três condições necessárias para que se possa falar em conhecimento: "A ideia que formamos acerca do objeto da nossa compreensão" (crença); "A hipótese que esse modelo mental corresponde aos atributos do objeto"(verdade); "Além de termos uma ideia e de crermos corretamente que a nossa ideia corresponde à realidade, conseguimos também explicar como sabemos" (justificação).
1. O autor do texto nega que exista conhecimento, pois o apostador apenas está confiante que o seu cavalo vai ganhar, tem uma crença que julga verdadeira, mas, na realidade, falta-lhe a justificação dessa crença para que ela possa ser considerada conhecimento.
Página 143
1. Só justificando podemos explicar como sabemos o que cremos saber. O autor enumera as três condições necessárias para que se possa falar em conhecimento: "A ideia que formamos acerca do objeto da nossa compreensão" (crença); "A hipótese que esse modelo mental corresponde aos atributos do objeto"(verdade); "Além de termos uma ideia e de crermos corretamente que a nossa ideia corresponde à realidade, conseguimos também explicar como sabemos" (justificação).
11ºB Cenários de resposta- p.140 do manual- Texto 1
Página 140
Respostas ao texto de J. Hessen, Teoria do Conhecimento, Arménio Amado, 1976, pp. 26-27
1. No ato de conhecer, estabelece-se uma correlação entre o sujeito e o objeto. O sujeito é sujeito em relação a um objeto e o objeto é objeto em relação a um sujeito. O sujeito, o cognoscente, apreende o objeto, o cognoscível, e este é apreendido pelo sujeito. Esta relação é irreversível, isto é, o sujeito e o objeto não podem trocar de função.
2. Os momentos do ato de conhecer são três: no primeiro momento, o sujeito, entidade reponsável pela apreensão e interpretação dos dados do mundo exterior à mente, sai da sua esfera e dirige-se ao objeto para o apreender; no segundo momento, o sujeito entra na esfera do objeto para recolher as suas propriedades; finalmente, no terceiro momento, o sujeito regressa a si com os dados recolhidos no objeto.
3. Segundo a perspectiva fenomenológica, o conhecimento traduz-se numa imagem ou representação do objeto que o sujeito constrói. Em resultado do conhecimento, o sujeito sofre uma alteração na medida em que possui algo que não possuía antes de se empreender neste processo (possui uma representação de um dado objeto). Visto do lado do objeto, o conhecimento é uma transferência das suas propriedades para o sujeito. O que fica deste fenómeno é uma imagem do objeto na consciência do sujeito.
Respostas ao texto de J. Hessen, Teoria do Conhecimento, Arménio Amado, 1976, pp. 26-27
1. No ato de conhecer, estabelece-se uma correlação entre o sujeito e o objeto. O sujeito é sujeito em relação a um objeto e o objeto é objeto em relação a um sujeito. O sujeito, o cognoscente, apreende o objeto, o cognoscível, e este é apreendido pelo sujeito. Esta relação é irreversível, isto é, o sujeito e o objeto não podem trocar de função.
2. Os momentos do ato de conhecer são três: no primeiro momento, o sujeito, entidade reponsável pela apreensão e interpretação dos dados do mundo exterior à mente, sai da sua esfera e dirige-se ao objeto para o apreender; no segundo momento, o sujeito entra na esfera do objeto para recolher as suas propriedades; finalmente, no terceiro momento, o sujeito regressa a si com os dados recolhidos no objeto.
3. Segundo a perspectiva fenomenológica, o conhecimento traduz-se numa imagem ou representação do objeto que o sujeito constrói. Em resultado do conhecimento, o sujeito sofre uma alteração na medida em que possui algo que não possuía antes de se empreender neste processo (possui uma representação de um dado objeto). Visto do lado do objeto, o conhecimento é uma transferência das suas propriedades para o sujeito. O que fica deste fenómeno é uma imagem do objeto na consciência do sujeito.
Matriz do teste do 10º A
2º Teste Sumativo do 2º Período/10º A/29 de janeiro
Tempo: 90 min./10:05-11:35
MATRIZ
Grupo I
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Tema
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1.1 Rede conceptual da ação
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Conteúdos
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Conceito de ação. Elementos constituintes da ação e a distinção entre a ação, o mero ato e o acontecimento.
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Localização no manual
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Entre a página 48 e a 58.
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Tipo de questões
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Escolha múltipla.
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Cotação
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20 (2 valores)
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Grupo II
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Tema
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3.1.1 Intenção ética e norma moral
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Conteúdos
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Distinção entre ética e moral. A dimensão normativa da moral. A dimensão reflexiva e universal da ética. Relação entre a ética e a autonomia da vontade.
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Localização no manual
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Entre a página 122 e a 129.
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Tipo de questões
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Resposta curta.
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Cotação
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60 (6 valores)
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Grupo III
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Tema
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3.1.2 As dimensões pessoal, interpessoal e institucional da ética
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Conteúdos
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A dimensão pessoal da ética e a relação entre o “eu” e o “outro”. A responsabilidade perante as suas ações e as repercussões na sua vida e na vida do “outro”. As funções das instituições.
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Localização no manual
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Entre a página 130 e a 137.
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TIpo de questões
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Resposta curta e resposta extensa.
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Cotação
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120 (12 valores)
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Nota: O estudo não se deve limitar àquilo que se encontra nas páginas do manual que são indicadas. É também material de estudo todo aquele que foi entregue e disponibilizado, inclusivamente, através do blogue (aporia1011@blogspot.pt).
Durante o teste, os alunos deverão dispor unicamente de uma caneta azul ou preta, uma folha de teste e, se necessária, uma folha de rascunho.
Depois de terem recebido o enunciado, os alunos só poderão sair da sala sob condição de entrega definitiva do teste.
BOM ESTUDO!
Matriz do teste do 11ºB
2º Teste Sumativo do 2º Período/11º B/30 de janeiro
Tempo: 90 min./11:45-13:15
MATRIZ
Grupo I
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Tema
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1- Argumentação e retórica
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Conteúdos
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Falácias informais.
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Localização no manual
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Entre a página 95 e a 100.
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Tipo de questões
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Escolha múltipla.
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Cotação
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20 (2 valores)
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Grupo II
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Tema
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3.1- Estrutura do ato de conhecer
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Conteúdos
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Conhecimento por contacto, saber-fazer (competência) e conhecimento proposicional. Análise fenomenológica do conhecimento (correlação entre o sujeito e o objeto, percepção e criação de uma representação).Cognoscente, cognoscido e cognoscível.
Conhecimento como crença verdadeira justificada (definição clássica de conhecimento).
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Localização no manual
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Entre a página 138 e a 147.
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Tipo de questões
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Resposta curta e resposta extensa.
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Cotação
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100 (10 valores)
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Grupo III
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Tema
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3.2- Duas teorias explicativas do conhecimento
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Conteúdos
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Dúvida metódica e os seus argumentos: o erro dos sentidos, o argumento do sonho, argumento do Deus enganador e o argumento do génio maligno. Resultado positivo da dúvida e do percurso racional, a chegada à primeira certeza: “penso logo existo”
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Localização no manual
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Entre a página 153 e a 157.
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TIpo de questões
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Resposta curta e resposta extensa.
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Cotação
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80 (8 valores)
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Nota: O estudo não se deve limitar àquilo que se encontra nas páginas do manual que são indicadas. É também material de estudo todo aquele que foi entregue e disponibilizado, inclusivamente, através do blogue (aporia1011@blogspot.pt).
Durante o teste, os alunos deverão dispor unicamente de uma caneta azul ou preta, uma folha de teste e, se necessária, uma folha de rascunho.
Depois de terem recebido o enunciado, os alunos só poderão sair da sala sob condição de entrega definitiva do teste.
BOM ESTUDO!
sábado, 24 de janeiro de 2015
10º A Aula 30
Sumário: Utilitarismo- julgamento de custos-benefícios.
O Naufrágio do iate Mignonette
"A 19 de Maio de 1884, quatro homens partiram de Inglaterra de barco para a Austrália, num iate chamado "Mignonette". Eram o Comandante Thomas Dudley, o Imediato Edwin Stephens, o marinheiro Ned Brooks e Richard Parker, o camareiro de 17 anos. A 5 de Julho uma enorme onda desabou sobre um lado do iate, que começou a afundar-se. Os homens só tiveram tempo de apanhar duas latas de comida e de entrar num bote antes que o "Mignonette" se afundasse. Os quatro infelizes marinheiros encontraram-se no meio do Oceano Atlântico, a 1 600 milhas de terra, só com umas latas de vegetais para os manter vivos. Ao fim de três dias, os homens esfomeados conseguiram apanhar uma tartaruga. Isto deu-lhes comida e bebida, mas nove dias depois tudo tinha acabado. Ainda a 1 000 milhas de terra, sem comida e só com os ocasionais pingos de chuva para
beber, os marinheiros ficaram desesperados. O Comandante escreveu numa carta à mulher que, se nenhum navio aparecesse, "Nós morreremos em breve... Estou arrependido de ter começado esta viagem". Havia, no entanto, uma possibilidade de sobrevivência, pelo menos para três deles, por mais alguns dias. Alguém deveria transformar-se em comida para os outros. O Comandante sugeriu que tirassem à sorte para decidir qual deles seria morto, mas o Stephens e o Brooks objectaram. "Se vamos morrer" disseram eles, "Devemos morrer todos juntos". O jovem Richard Parker, deitado meio inconsciente num fundo do barco, não disse nada.
Depois de mais dois dias sem comida nem água, o Comandante convenceu o Stephens de que um deles deveria ser sacrificado para salvar os outros, e que o óbvio candidato era o Richard Parker. Era um órfão, não tinha mulher ou família e estava já às portas da morte. Ele só acordava ocasionalmente do coma para beber água do mar, o que o punha ainda mais doente. Eles sabiam que o seu pequeno barco estava ser arrastado para a zona de passagem de navios. Um navio podia ser avistado qualquer dia - ou não. Concordaram que se nenhuma ajuda aparecesse no dia seguinte, matariam o rapaz. Nenhuma ajuda veio. O
Marinheiro Brooks não queria ter nada a ver com o assassinato. Enquanto ele se cobriu com um casaco na extremidade do barco, Dudley e Stephens debruçaram-se sobre Parker, que estava inconsciente. "Richard, meu rapaz", sussurrou o Comandante, "Chegou o momento", Stephens preparou-se para agarrar os pés do rapaz, mas não era preciso. Ele estava demasiadamente doente para lutar quando o Comandante pegou no seu canivete e o espetou no pescoço do rapaz, matando-o instantaneamente. Todos os três homens beberam o sangue e comeram o coração e o fígado do Richard durante três dias. Ao quarto dia foram avistados por um navio alemão, o Montezuma. Os três homens estavam muito fracos. O Imediato e o Comandante tiveram de ser içados para bordo com uma corda.
Os homens atracaram em Inglaterra a 7 de Setembro. Dudley, Stephens e Brooks foram direitos às autoridades e explicaram as razões da morte do rapaz."
(Adaptado da pág. 11 de "Understand the Law", 1994, The Citizenship Foundation)
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